quarta-feira, 9 de abril de 2008

Batata-frita

Não sei como é nas outras capitais brasileiras, mas já há algum tempo São Paulo padece de um mal crônico: pobreza? Não, isso no Brasil é que nem bunda. Aqui a treta é outra, manô: as batatas-fritas.

As fritas vêm se espalhando como pragas pelos quiosques e vendinhas ambulantes das ruas, especialmente no metrô. Com catchup, maionese, mostarda, queijo ralado, são diversas as combinações. Custa de R$ 2,00 a R$ 3,50, dependendo do vendedor e da qualidade do produto. Como se alguém perguntasse: "oi, essa batata é holandesa ou malaia? tio, a batata tá fresquinha, né?".

(Quem me conhece sabe que eu tenho um apetite, digamos, pouco ortodoxo. Então se EU estou cacetando a maldita batata, é porque ela é realmente uma bela droga.)

Dias atrás (odeio CPM 22), desci na estação Bresser -Mooca. Na correria, entrei na primeira lotação que vi. De repente, o cheiro: um meliante ali, a meio metro do meu ser, entupindo o rabo com aquela coisa sebosa, ensopada de óleo. Pior: com um quilômetro de queijo ralado (pelo cheiro presumo que seja um daqueles de atacado) por cima. Enquanto isso, aquela gordura cardíaca típica de fritura escorria, lenta e vagarosamente, como se os demais passageiros fossem obrigados a presenciar aquele martírio calórico.

Imagine você o aroma agradável que ficou naquele carro. Tô com pena do lava-rápido.

Ah, esqueci de falar: o mais legal é que a lotação tava vazia. Às 18h00 quase ninguém usa transporte público, né?

Agora, olhando por outro lado, até que me saí bem: sobrevivi. Desci da lotação, coloquei o fone de ouvido e tomei meu rumo. Já o colega faminto continuou lá, entretido com sua dieta saudável e equilibrada.

Certeza que teve um infarto quando levantou pra dar o sinal.

Um comentário:

Carol disse...

Aqui tem essas barraquinhas de batata-frita... GORDURAO!
Quando não é isso, é pele! NOJENTÃO!!!